
Coluna do Leitor
31 de janeiro de 2011 às 16:40h
Por Aurélio Munhoz
Parte expressiva da população de Curitiba não tem feito jus à fama de “Capital Ecológica” que a cidade ganhou, mundo afora. Não pelo menos em relação aos seus animais domésticos. Boa parte dos moradores da cidade têm deixado seus cães e gatos de lado – literalmente. Não há dados oficiais recentes dimensionando a gravidade do problema, mas pesquisa feita pela Secretaria de Saúde de Curitiba, em parceria com a UFPR (Universidade Federal do Paraná), estima que há aproximadamente 236 mil animais domésticos perambulando pelas ruas da cidade, praticamente todos os dias.
Deste total, 222 mil (48%) são semi-domiciliados (têm donos, mas são maltratados ou criados livremente) e 14 mil são abandonados (3% do total). É bastante coisa. Não é outro o motivo pelo qual, percorrendo qualquer bairro da cidade, você acha facilmente cães e gatos andando pelas ruas. No total, estima-se que exista cerca de um animal – cães e gatos, em sua quase totalidade – para cada quatro pessoas em Curitiba. Considerando-se que a população da capital é de 1,85 milhão de pessoas (IBGE/2009), haveria então 463 mil cães e gatos na cidade.
É claro que este tipo de comportamento gera uma série de problemas. Para os animais, além da fome e das doenças, os ferimentos, as mortes violentas e a reprodução descontrolada. Para os seres humanos, as doenças (raiva, sarna, bicho geográfico, toxosplamose, brucelose, parasitoses em geral), acidentes (atropelamentos de cães e gatos, com consequências variadas para as pessoas), ferimentos e até as mortes provocadas por ataques de cães.

Mas a população também precisa fazer a sua. O número de animais microchipados (cerca de mil) ainda é pequeno diante do total de cães e gatos da cidade, mesmo com o custo baixo do serviço (R$ 9). Muita gente continua descartando-os como sacos de lixo ou estimulando sua reprodução, sem nenhum critério.
Um conhecido meu, dono de um vira-lata chamado Toco, contou que não gosta de criar o animal preso em casa. Solta-o com freqüência na rua. “Ele já veio de lá. Não agüentaria viver preso em casa”, justificou. Da última escapadela do animal, contou ele, resultou uma ninhada de seis filhotes – fruto da cruza do Toco com uma vira-lata da vizinhança. Agora, mãe e os seis filhotes, todos vivem na rua. Nada a ver com a imagem de cidade ambientalmente correta que o mundo aprendeu a respeitar.
Esta é a legítima "UniEsquina"
ResponderExcluirPor incrível que pareça, hoje ouvi falar em "capital ecológica" e me veio ao pensamento exatamente este problema. Como uma cidade que quer ter essa fama trata seus animais dessa maneira?
ResponderExcluirDeus criou primeiramente so animais e os deixou para que cuidássemos deles mas não fazem isto.Os animais são como crianças dependentes de nós.Será que vc deixaria seu filho(A)nas ruas abandonados e com fome? Tomemos consciêcia dos nossos erros.Talves esteja pecando em dizer que dou ,ais valor a um cachorro que a um ser humano,afinal pensamos e podemos nos defender conscientemente.Talvez hoje sejamos nós os animais...
ResponderExcluir