''DO NOT ABANDON YOUR BEST FRIEND''

O CÃO É O ÚNICO QUE NÃO SE IMPORTA SE VOCÊ É RICO OU POBRE, BONITO OU FEIO. O CÃO É O ÚNICO QUE REALMENTE SENTE A TUA AUSÊNCIA E SE ALEGRA DE VERDADE COM O TEU RETORNO, PORTANTO, JAMAIS ABANDONE SEU MELHOR AMIGO.



UM RAIO DE LUZ

''UMA ANTIGA LENDA DIZ QUE QUANDO UM SER HUMANO ACOLHE E PROTEGE UM CÃO ATÉ O DIA DE SUA MORTE, UM RAIO DE LUZ, QUE NÃO PODEMOS ENXERGAR DESTE PLANO DA EXISTÊNCIA, ILUMINA O CAMINHO DESTE SER PARA SEMPRE!''




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

BIG FELIPÃO / UM PRESENTE DE DEUS


Meu sonho sempre foi ter um Dog alemão.
Mas sendo contra o comércio de animais,
jamais compraria um. Sei do valor destes animais
e sei o quanto custa mantê-los.

Estou absolutamente certo que Felipão foi uma
recompensa de Deus para mim, pelo que fiz e faço
pelos cães abandonados. Felipão foi um presente
de Deus.

Eu estava dando uma voltinha com o Espeto, isso
foi dia 5 de junho de 2006, estava começando a
escurecer, quando dei de cara com um esqueleto gigante
caminhando em nossa direção.
A principio fiquei com medo, não pelo tamanho do
cachorro, mas temia que ele pudesse atacar o Espeto.
Pensei em desviar o caminho, mas ele veio diretamente
em minha direção. Naquela hora apenas consegui pensar
num nome, Felipão.

Estavamos na véspera da Copa do Mundo de 2006 e
por admirar o técnico da seleção de Portugal, o
nome coube perfeitamente. Afinal, na copa anterior
Felipão nos tinha dado o Penta.

Felipão não atacou Espeto, apenas se cheiraram e
creio que Espeto percebeu o quanto ele estava cansado,
fraco, magro e esfomeado.
Lembro que disse a ele - Vem cá Felipão.
Ele se aproximou e encostou sua cabeça em
minha cintura e ficou imóvel, como que pedindo
ajuda.
Ele me acompanhou até em casa, mas ao se aproximar
e ouvir o latido dos meus outros cães se afastou e foi
em outra direção. Guardei Espeto e fui atras dele com um
pouco de ração, ele voltou para onde eu estava, mas não
quis comer, voltei para buscar uma guia, ele novamente
me seguiu, mas novamente se afastou ao ouvir o latido dos meus.
Quando sai com a guia ele havia desaparecido. Assim resolvi sair
para levar minha cadela Kika para passear.

Indo em direção ao centro social perto de casa, novamente dei
de cara com Felipão e apesar de estar com a Kika que o estranhou
no primeiro momento, ele desta vez resolveu me acompanhar de
perto.
Sabendo que ao chegar em casa novamente não iria se aproximar,
tive a idéia de deixá-lo por uma noite na casa da minha
amiga Teresa. Aliás, a casa de Teresa serviu de hotel para
outros também, Gleisie passou lá sua primeira noite e Eros
ficou morando por lá alguns dias também.

Só então ele se alimentou e descansou e foi só então
que percebi que estava diante de um puro Dog alemão.
Muito magro, bastante maltratado, sujo e com um tumor
no pescoço do tamanho de uma bola de Baseball e mais uma
espécie de carne pendurada perto do seu umbigo.
Mas nada que uma cirurgia não pudesse resolver.

Uns dois meses depois resolvemos fazer a cirurgia. Na realidade,
as cirurgias, pois aproveitamos para castrá-lo ao mesmo tempo.
Após a cirurgia, Felipão me deu um grande susto. Parou de comer,
apesar de ter adquirido alguns quilos ja nas primeiras semanas,
começou visivelmente a emagrecer e se recusava a comer, após
recusar ração e pão amanhecido, que adora até hoje, por tres dias
seguidos, o levei de volta a clínica onde recebeu uma dose de
glicose. De volta para casa, nada de comer. Resolvi apelar, fiz
algo que nunca tinha feito antes, fui ao supermercado e comprei
um frango assado inteiro. Sei que não se deve dar ossos para
cães, principalmente ossos de galinha, mas pensei, se for para
morrer, que morra bem alimentado.

Felipão gostou do frango, comeu o frango inteiro e teria comido dois.
Não deixou sequer um osso para os outros.
Na real, comeu tres. No dia seguinte a história se repetiu, nada de
Felipão querer comer. Comprei outro frango, deu certo.
No terceiro dia, entramos num acordo, Como eu não poderia dar a ele
um frango todos os dias, resolvi dar apenas meio, misturado a ração.
Não sobrou ração para contar a história. No quarto dia, o resto do
último frango,mais ração e mais alguns pães adormecidos.
Do quinto dia em diante cortamos definitivamente o frango, ficamos
apenas na ração e em tres pães amanhecidos por dia. Dieta que segue
rigorosamente até hoje.
Felipão ficou forte, saudável e um grande companheiro.

Na foto acima ele esta conhecendo o Cascatinha,
no dia em que trouxe o pequeno para casa.

Felipão se deu muito bem com toda a turma,
algumas vezes dá um chega prá lá nos pequenos,
principalmente quando as brincadeiras destes
sãem dos limites.

Mas o que ele realmente mais gosta é ir
passear. Basta eu pegar a guia e ele começa a
pular como um filhote. Sempre preciso tomar
cuidado para que não me derrube e passear com este
touro, algumas vezes é complicado.
Literalmente falando, algumas vezes me seguro em postes
para não ser arrastado junto.

Uma vez ele realmente me arrastou. Eu estava meio distraido
quando ele avistou nosso velho amiga Simba, agora chamado de Rex.
Não deu outra, fui parar no chão com Felipão me arrastando.
Sei que um dia terei que me separar de Felipão, sei que a
espectativa de vida de um Dog alemão é de no máximo dez ou doze
anos, mas ainda temos alguns bons anos pela frente e estaremos
juntos até o último momento.
(Siegmar)

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