''DO NOT ABANDON YOUR BEST FRIEND''

O CÃO É O ÚNICO QUE NÃO SE IMPORTA SE VOCÊ É RICO OU POBRE, BONITO OU FEIO. O CÃO É O ÚNICO QUE REALMENTE SENTE A TUA AUSÊNCIA E SE ALEGRA DE VERDADE COM O TEU RETORNO, PORTANTO, JAMAIS ABANDONE SEU MELHOR AMIGO.



UM RAIO DE LUZ

''UMA ANTIGA LENDA DIZ QUE QUANDO UM SER HUMANO ACOLHE E PROTEGE UM CÃO ATÉ O DIA DE SUA MORTE, UM RAIO DE LUZ, QUE NÃO PODEMOS ENXERGAR DESTE PLANO DA EXISTÊNCIA, ILUMINA O CAMINHO DESTE SER PARA SEMPRE!''




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O INÍCIO DO ABANDONO


Na década de 70 nos mudamos para nossa casa
própria.
Uma excelente vizinhança e muita coisa para ser
feita.
Mas podemos sem pestanejar afirmar que o
começo da era do abandono de animais, se situa
no início dos anos 70.
Até então era raro vermos algum animal, especialmente
cães, perambulando pelas ruas e os poucos que se viam,
tinham dono.
Mas uma espécie diferente de abandono se iniciou, o
deixar filhotes no jardim das pessoas.
Dezenas de filhotes perambulavam pelas ruas a
procura de um dono e isso foi se alastrando de bairro em
bairro.
Naquela época, creio que quase ninguém conhecia o termo
castração. Veterinários na época, existiam poucos e isso era
coisa para pessoas com dinheiro, muito dinheiro.
Não existiam casas de ração de animais, nem Pet Shops.
Eu mesmo, só ouvi falar pela primeira vez algo sobre
castrar um animal, no final dos anos 80. Até essa época
os anticoncepcionais estavam em voga, tanto os comprimidos
como as injeções.
Já começava a circular a informação que isso, causava câncer
nos animais,mesmo assim, muitos ainda nem podiam
pagar uma cirurgia de castração. O abandono durante esses
anos aumentou assustadoramente. Víamos animais doentes
e esfomeados pelas ruas aos montes.
A década de 70 trouxe para quase todos os lares, a televisão.
Crianças não mais brincavam com seus cães ou gatos,
passavam suas horas vagas em frente a telinha, assim como
os adultos que por nada perdiam suas novelas e programas
favoritos e eram muitos.
Esqueciam inclusive de alimentar seus animais. A crença de
que trazia azar, mudar de residência e levar junto o gatinho
da casa, estava no auge. Mais um factor,surgiram os primeiros
grandes prédios, cheios de apartamentos e os primeiros
condomínios fechados, impossível levar o cão, esse ficava
abandonado na antiga casa, ou era levado e abandonado em
outro lugar.
E assim, cães sem rumo, procriavam pelas ruas e os filhotes
dos que tinham dono, eram jogados no quintal dos outros,
que por sua vez os jogavam nas ruas.
Crianças daquela geração viam isso, e para elas, isso se tornou
normal, fariam o mesmo no futuro, sem pensar duas vezes.
Durante esses anos surgiu uma solução, cruel no entanto.
A temida carrocinha, todos devem se lembrar. Não sei exatamente
quando foi criada, mas nessa época começou a circular com mais
freqüencia e isso durou até a alguns anos atraz, quando foi
finalmente abolida.
Mas o que não foi abolido, foi a ignorância que criou raízes em
toda uma descendência de gerações.
Se um filho vê um pai chutar um cão, um cão deve ser chutado.
Se um filho vê uma mãe, pegar um filhote e o abandonar em
algum lugar, isso é o que deve ser feito. No futuro, diante de
uma cria indesejável, ele certamente fará o mesmo.
Se uma criança chega em casa trazendo um filhotinho que
encontrou na rua, e a mãe o manda levar devolta ao lugar
onde o encontrou, isso ficará marcado e no futuro certamente
isso se repitirá com seus filhos.

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