''DO NOT ABANDON YOUR BEST FRIEND''

O CÃO É O ÚNICO QUE NÃO SE IMPORTA SE VOCÊ É RICO OU POBRE, BONITO OU FEIO. O CÃO É O ÚNICO QUE REALMENTE SENTE A TUA AUSÊNCIA E SE ALEGRA DE VERDADE COM O TEU RETORNO, PORTANTO, JAMAIS ABANDONE SEU MELHOR AMIGO.



UM RAIO DE LUZ

''UMA ANTIGA LENDA DIZ QUE QUANDO UM SER HUMANO ACOLHE E PROTEGE UM CÃO ATÉ O DIA DE SUA MORTE, UM RAIO DE LUZ, QUE NÃO PODEMOS ENXERGAR DESTE PLANO DA EXISTÊNCIA, ILUMINA O CAMINHO DESTE SER PARA SEMPRE!''




domingo, 4 de março de 2012

LEMBRANDO UM AMIGO

Algumas pessoas deixam mais do que saudade. Deixam lembranças de pequenos momentos que para sempre ficam registrados em nossa memória.
Lincon, meu antigo vizinho, amigo e irmão, foi sem dúvida uma destas pessoas.
Nunca lhe agradeci pela amizade e confiança, pelos almoços e bate papos.
Hoje  fico pensando como foi rápido a sua passagem pela minha vida, nossas vidas, a vida dos seus filhos André e Isa e de sua esposa Miriam.
Boas lembranças ficaram. Sua voz ainda ecoa em nossos pensamentos, seus sorrisos, seus roncos e também as suas lágrimas.
Lincon foi um bom pai, sei disso e André e Isa também o sabem.
Não sei ao certo se estou escrevendo certo o nome do velho amigo, mas sei que escrevo certo sobre a sua pessoa.

Lembro dos tempos bons, lembro dos espetinhos que ele fazia e todas as noites pareciam ter mais sentido, quando eu podia saborear uns cinco ou seis espetinhos.
Lembro de um agradável passeio para Morretes, lembro da Kombi descendo a Graciosa em minha frente, lembro das piadas e das reclamações do velho amigo.
Mas em especial, me lembro do pequeno pássaro de Lincon.
E foi ao encontrar a imagem ao lado, que lágrimas de saudade rolaram dos meus olhos.
No meu último encontro com Lincon, depois de um grande e saboroso almoço, nos sentamos em frente a casa e jogamos conversa fora.
Em determinado momento Lincon falou sobre seu pequeno pássaro que estava na gaiola sobre nós. Lincon amava a pequena criatura e estava em dúvida se seria correto manter a pequena criatura cativa eternamente na pequena gaiola.
Falei a ele que não, que talvez ele devesse realmente a soltar.
Lincon estava receoso que talvez ela não sobrevivesse mais fora da gaiola, que talvez não saberia mais procurar alimento por conta própria e coisas assim.
Lembro que falei para Lincon que talvez fosse assim, mas que a liberdade do pequeno ser era mais importante do que apenas sobreviver.
Se ele a soltasse, e ela pudesse voar cinco minutos e depois morrer, a vida teria valido a pena.
E logo em seguida Lincon resolveu abrir a gaiola e libertar a pequena amiga.
Ficamos sentados observando, mesmo com a gaiola aberta a pequena ave não saiu. Apenas no dia seguinte eu soube que ela havia escolhido a liberdade de voar e ser realmente livre.
Sei e lembro que Lincon chorou, mas seu gesto ficou, sua atitude ficou e o momento para sempre ficará guardado em minhas lembranças.
Lincon nunca será esquecido. Alguns meses depois desta pequena história, Lincon também repentinamente partiu.
O bom e grandioso Deus deve ter aberto a pequena gaiola de Lincon e dito para ele sair e voar ao Seu encontro.
Em algum lugar Lincon está agora junto com o seu pequeno pássaro e seu velho cachorrinho a quem ele chamava de Filhinho.
Sim, estou certo que Lincon esta neste lugar e lá, espera sem sentir mais o que nós chamamos de tempo, espera o reencontro com André, Isa e Miriam, e também espera pelo reencontro com os velhos amigos.
As lágrimas de lembrança sempre irão rolar, mas são boas lágrimas, mesmo quando trazem a saudade de tempos vividos e que não mais voltarão, não nesta existência, mas com a absoluta certeza voltarão na dimensão da existência de Deus.
Sempre vou imaginar você voando, sorrindo e roncando alto, e sempre serei grato ao bom Deus por ter colocado pessoas como Lincon e sua família em meu caminho.
Que Deus te guarde meu velho amigo, um dia nós os que te amamos e ficamos, também iremos sair da nossa  gaiola e voaremos e nos reencontraremos.
Siegmar

Nenhum comentário:

Postar um comentário