''DO NOT ABANDON YOUR BEST FRIEND''

O CÃO É O ÚNICO QUE NÃO SE IMPORTA SE VOCÊ É RICO OU POBRE, BONITO OU FEIO. O CÃO É O ÚNICO QUE REALMENTE SENTE A TUA AUSÊNCIA E SE ALEGRA DE VERDADE COM O TEU RETORNO, PORTANTO, JAMAIS ABANDONE SEU MELHOR AMIGO.



UM RAIO DE LUZ

''UMA ANTIGA LENDA DIZ QUE QUANDO UM SER HUMANO ACOLHE E PROTEGE UM CÃO ATÉ O DIA DE SUA MORTE, UM RAIO DE LUZ, QUE NÃO PODEMOS ENXERGAR DESTE PLANO DA EXISTÊNCIA, ILUMINA O CAMINHO DESTE SER PARA SEMPRE!''




sexta-feira, 15 de julho de 2011

UMA QUESTÃO DELICADA / PARA MARIA QUEIRÓZ

Recebi hoje um e-mail de uma querida amiga e protetora de animais. Me pede para escrever sobre um assunto que esta circulando entre outras protetoras. Se trata sobre o caso de um senhor que em dezembro passado perdeu dois cães. Um macho e uma femea. Possivelmente, fugiram devido aos foguetes de final ano.
Desde então, ele os têm procurado com afinco e continua procurando, ao menos um deles.
O outro, encontrou sob os cuidados de alguém que recolheu o cão e esta cuidando dele, e agora não quer devolver o mesmo ao dono legítimo.
Uma situação difícil. Creio que ambos devem gostar muito do animal em questão. O dono por não ter desistido de procurar por seus cães, e o amigo que recolheu e deu abrigo ao cão abandonado.

Primeiro me coloco no lugar do verdadeiro dono do cão. Eu faria o mesmo que ele, procuraria eternamente, ao menos para saber e me certificar que ele esta bem, e feliz. Se descobrisse que esta feliz, bem alimentado e recebe carinho, eu ficaria muito feliz. Em seguida, tentaria falar com a pessoa que recolheu o cão e pediria a sua opinião. Se realmente deseja ficar com ele, se gosta dele, se pode lhe dar uma vida digna, e se todas as respostas fossem afirmativas, eu deixaria o cão, por mais que eu o amasse, com o novo dono. Lógico, que pediria para o visitar algumas vezes.
Mesmo que o cão demonstrasse muita alegria ao me rever e reconhecer, isso não significaria nunca, que ele esta infeliz no novo lar. Já doei cães para um novo lar, e sempre que vou visitá-los, eles me recebem com muita alegria. Mas minha alegria é maior, por saber que estão bem e feliz em seu novo lar.

Não me considero um protetor, apenas gosto de animais e ajudo sempre que posso. Já retirei animais de lugares onde eram maltratados, já recolhi alguns em estado lastimável com histórias muito triste, e igualmente, já adotei alguns que estavam abandonados, mas que certamente, não foram abandonados, mas sim, fugiram devido a cios, ou o maldito foguetório de final de ano ou
o ignorante foguetório depois de partidas de futebol.
Se atualmente aparecer algum dos antigos donos e reclamar por eles, e me provarem que os procuraram atravez de cartazes e anuncios, enfim, que se preocuparam com a sua perda, eu os devolveria sim, mas antes me certificaria do local onde moravam, se eram bem tratados e se tinham uma vida digna. Creio, que quem perde um animal e procura por ele, isso já é uma grande prova de amor. Devolveria, mas com uma ressalva, pediria a pessoa, que se por um acaso o cão não mais se adaptasse no antigo lar, e mostrasse sinais de stress ou tristeza, que imediatamente o trouxesse de volta para mim.

Assim, me coloco agora no lugar da pessoa que recolheu o animal da rua e lhe protegeu. Quem ama um animal, faz isso sem esperar por recompensas ou depois querer ser ressarcido pelos gastos que teve com o cão. Isso não seria amor e sim ignorância. Não deixe a sua mão esquerda ver,o que a tua direita faz.
Não posso dizer neste caso, quem esta certo e quem esta errado. Mas posso dizer, que, mesmo que palavras ofensivas já tenham sido talvez ditas, dos dois lados, que ainda é tempo de ambos se darem as mãos e se tornarem amigos do melhor amigo.
O dono poderia concordar em deixar o animal com o novo dono, ou o contrário, e ambos poderiam sempre rever o velho amigo cão. Que seria ainda mais feliz do que muitos cães que não tem dono algum, e perambulam eternamente à procura que um lar que nunca irão encontrar.

Nem sempre os cães são abandonados, algumas vezes fogem assustados ou o cio de alguma cadela os faz perder o rumo e não sabem mais voltar pra casa. O mesmo com cadelas no cio, pela razão de serem afugentadas e perseguidas por vários cães, perambulam a procura de um lugar tranquilo sem sucesso, e acabam por perder a direção de onde vieram. Bom lembrar que o cio dura vários dias, pode ser uma longa caminhada. Sem contar com as pessoas ignorantes que encontram pela frente, que ao invéz de as proteger e fazer algo, as/os, afugentam ainda mais com pedradas e pauladas. Já ví este tipo de ignorancia várias vezes na minha vizinhança. Bonnie, a linda menina da foto acima foi um destes exemplos. Perambulando sem rumo, sendo perseguida por vários cães, não sabia mais para onde ir.
A recolhi, lhe dei abrigo, esperei o cio terminar e a mandei castrar. Hoje é feliz e saudável. Nunca procuram por ela, mas estava bem cuidada e saudável quando a encontrei.
Prova, que pertencia a alguém de onde fugiu, ou, talvez tenha sido expulsa, justamente por estar no cio. Ignorância não tem limite.

Outro problema é a questão de pessoas que adotam um cão, depois de algum tempo se arrependem e o devolvem . A questão é delicada, mas quando a pessoa devolve o animal para quem o doou, ao menos, ao meu ver, esta pessoa esta agindo corretamente. Mesmo que a razão seja por ter apenas se cansado do animal. Mais digno devolver, do que simplesmente abandonar o mesmo à propria sorte em algum lugar. A responsabilidade é tanto de quem doa, quanto de quem adota, e devolver, também é um ato de responsabilidade.
Eu mesmo já cheguei a comprar de volta uma pequena cadela que doei e depois foi estupidamente abandonada. Esta história está neste blog, basta procurar pela história de Panda.

Gostaria de poder voltar aos tempos do rei Salomão. Todos devem conhecer a história das duas mulheres que afirmavam serem mãe da mesma criança. Salomão em sua sabedoria, sugeriu cortarem a criança no meio e cada uma ficaria com uma metade. Assim, Salomão descobriu a verdadeira mãe.
Mas acredito, que no caso do cão que esta sendo disputado pelo antigo dono e pela pessoa que o adotou, ao que tudo indica, ambos concordariam em ficar com uma metade.
Se o que perdeu o cão, não pode ver que ele esta bem e feliz, ou se o outro, que o resgatou das ruas, não pode entender o amor do primeiro dono, então ambos estão errados.
Naturalmente, se eu fosse o proprietário, e percebesse que o animal não esta sendo bem cuidado, vive amarrado, ou preso num canil, bom, neste caso sim, eu faria tudo para reaver o meu animal. Mas o deixaria tranquilo e feliz onde esta, se percebesse o contrário. O mesmo eu faria se fosse a pessoa que o resgatou. Se percebesse que o antigo dono pode dar ao cão mais atenção e amor do que eu, eu o devolveria sem pensar duas vezes.
A recompensa verdadeira virá de Deus, por ter salvo o animal do abandono, ou por ter ao menos se preocupado em encontrá-lo e saber que esta bem.

Uma pergunta final. Me parece que o cão em questão era um cão de raça, certo?
Pergunto: E se tivesse sido apenas um destes pequenos vira latas, destes, que às centenas perambulam abandonados e são chutados de porta em porta, destes, como a pequena cadela da foto ao lado. Será que igualmente seria procurada e recolhida pelas mesmas pessoas em questão?
Miucha é o nome dela, estava pior quando a recolhi. Sua dor e coceira era quase insuportável. Ninguém a procurou, nem a reclamou. Poderia dar outros exemplos, mas creio que este basta. Assim, peço às protetoras e donos do cão em questão, que não julguem nenhum dos lados. Se ambos realmente amarem o animal, os dois chegarão a um acordo camarada, e quem sabe então,

o cão será verdadeiramente feliz, como a pequena Miucha é hoje, seis meses depois de sofrer pelas ruas, sendo chutada de porta em porta, apenas por não poder se defender por si mesma, ou por não ter uma raça difinida. Eu ví a beleza de Miucha em seus olhos, e sabia que a poderia ajudar a ser linda e feliz.
Sabia que não seria procurada por ninguém, mas acima de tudo, tanto ela quanto eu, sabiamos que estavamos procurando um ao outro.
Amo meus cães, tanto os de raça, quanto meus puros viralatas, não consigo ver diferença entre eles.
Assim, sugiro ao sr.Amaral não desistir da felicidade do seu cão, o mesmo sugiro a quem recolheu o cão. Creio que ambos podem ser bons amigos e dividir o cão, quem ficará com ele? Não importa, importa que ambos continuem amando o mesmo, seja com quem ele ficar. O cão, com certeza sempre irá amar os dois de maneira igual.
(Siegmar)

4 comentários:

  1. Sabemos que é uma situação muitíssimo delicada para ambas as partes. Há de concordar com Siegmar quando ele diz que não devemos julgar, em suas palavras ele diz: "..não julguem nenhum dos lados. Se ambos realmente amarem o animal, os dois chegarão a um acordo camarada,..." Parabéns pelo artigo meu grande amigo, Maria
    http://blogprotetoresindependentes.blogspot.com

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  2. Acho que você disse realmente o que deveria ser dito.Também penso que o que mais interessa é saber se o animal está feliz. Se etá, então tudo bem. É uma questão de acertar visitas a ele. Se os dois donos, o antigo e o novo, realmete o amam encontrarão uma maneira de tornar esse cão mais feliz ainda.

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  3. Sônia Lara aqui nesse trecho do texto, voce ja disse tudo, na minha opinião:"dos dois lados, que ainda é tempo de ambos se darem as mãos e se tornarem amigos do melhor amigo" bjimmm.
    (comentário extraído do Facebook
    http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=112870602141445&id=100000504022639

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  4. Sônia Lara ‎"quem ficará com ele? Não importa, importa que ambos continuem amando o mesmo, seja com quem ele ficar. O cão, com certeza sempre irá amar os dois de maneira igual".
    (comentário extraído do Facebook
    http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=112870602141445&id=100000504022639

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