''DO NOT ABANDON YOUR BEST FRIEND''

O CÃO É O ÚNICO QUE NÃO SE IMPORTA SE VOCÊ É RICO OU POBRE, BONITO OU FEIO. O CÃO É O ÚNICO QUE REALMENTE SENTE A TUA AUSÊNCIA E SE ALEGRA DE VERDADE COM O TEU RETORNO, PORTANTO, JAMAIS ABANDONE SEU MELHOR AMIGO.



UM RAIO DE LUZ

''UMA ANTIGA LENDA DIZ QUE QUANDO UM SER HUMANO ACOLHE E PROTEGE UM CÃO ATÉ O DIA DE SUA MORTE, UM RAIO DE LUZ, QUE NÃO PODEMOS ENXERGAR DESTE PLANO DA EXISTÊNCIA, ILUMINA O CAMINHO DESTE SER PARA SEMPRE!''




quinta-feira, 14 de março de 2013

HORA DE REDUZIR O REBANHO DE LADRÕES

A campanha pela eleição do Papa brasileiro terminou. É hora de começar a tratar da redução do rebanho de pecadores no poder.
            (Por Augusto Nunes - Revista Veja)

Como se fosse pouco o fato de Deus ser brasileiro, boa parte do País do Carnaval passou os primeiros dias de março exigindo ─ ou comemorando antecipadamente ─ a eleição de um Papa nascido aqui. Metade da torcida não decorou a primeira parte do Salve Rainha; a outra esqueceu a segunda parte do Credo. Alheios a tais irrelevâncias, jornalistas convertidos neste verão e vaticanistas de jardim da infância decidiram que chegara a hora de instalar um compatriota no trono reservado ao chefe de 1,2 milhão de devotos.
Como aprendemos já no berço, este é o maior país católico do mundo. Lula conversa com o Pai e aconselha o Espírito Santo pelo menos duas vezes por semana. E não é qualquer nação que apresenta um candidato do porte do cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo e um dos mais influentes dos 105 participantes do conclave. É nome para fumaça branca já na primeira votação, garantiram redatores de manchetes e apresentadores de telejornais.

Ainda não foi desta vez, decepcionaram-se os manifestantes que desde segunda-feira berravam na Praça de São Pedro a palavra de ordem que fundiu a pátria e a fé: “O Papa é do Brasil!”. Não é. É da Argentina o cardeal Jorge Mario Bergoglio, que vai ocupar com o título de Francisco  o trono reservado ao representante de Deus na Terra.
Deu zebra, começam a balbuciar teólogos que não sabem a diferença entre um terço e um colar. É nisso que dá brincar de doutor com coisa que não se conhece nem de vista.
Terminada a campanha, que tal descobrir que o ano já está no terceiro mês e há problemas de sobra a enfrentar no país comandado por Lula e gerenciado por Dilma Rousseff, com a ajuda de 39 trapalhões? Dispensado de pensar na eleição do Papa, o rebanho tem tempo de sobra para pensar em eleições domésticas. Já que não emplacaram o Santo Padre, os brasileiros poderiam sentir-se menos frustrados (e permitir que o país decente se sentisse muito melhor) se tratassem de mandar para casa (ou para a cadeia) os pecadores que infestam os Três Poderes.

Um Papa nativo teria de examinar a hipótese de excomungar um por um os criminosos que, alojados nas cercanias dos cofres públicos, espancam os Dez Mandamentos e colecionam pecados capitais. As urnas podem fazer, e em escala industrial, o mesmo serviço. Oremos.
(Augusto Nunes - Revista Veja)

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