''DO NOT ABANDON YOUR BEST FRIEND''

O CÃO É O ÚNICO QUE NÃO SE IMPORTA SE VOCÊ É RICO OU POBRE, BONITO OU FEIO. O CÃO É O ÚNICO QUE REALMENTE SENTE A TUA AUSÊNCIA E SE ALEGRA DE VERDADE COM O TEU RETORNO, PORTANTO, JAMAIS ABANDONE SEU MELHOR AMIGO.



UM RAIO DE LUZ

''UMA ANTIGA LENDA DIZ QUE QUANDO UM SER HUMANO ACOLHE E PROTEGE UM CÃO ATÉ O DIA DE SUA MORTE, UM RAIO DE LUZ, QUE NÃO PODEMOS ENXERGAR DESTE PLANO DA EXISTÊNCIA, ILUMINA O CAMINHO DESTE SER PARA SEMPRE!''




quarta-feira, 27 de março de 2013

INDIGNAÇÃO, A PODRIDÃO DE UM PAÍS

PALAVRAS DE DOR E INDIGNAÇÃO DE UM PAI

Acordei cedo nesta quinta-feira, 21 de fevereiro com o coração
renovado de esperança, certo que tudo que fizemos não poderia ser reprovado,
que todas as provas apresentadas eram inquestionáveis.

Os corpos de meu filho e de seu amigo, a embriaguêz comprovada por
exames, testemunhas e pelo próprio depoimento do réu, a velocidade
comprovada pela perícia do Paraná em mais de 170 KM/H em uma via pública, a
carteira cassada devido aos 130 pontos, decididamente NÃO foram provas para
quem está acima da lei.

Muito fácil de entender, a grande maioria do povo está abaixo da
lei, mas há aqueles que estão acima.

Acompanhado de meu advogado, o Dr. Elias Mattar Assad, chegamos ao
plenário do supremo um pouco antes das 14:00. 
Iniciado os julgamentos às 14:10 pautados para o dia, não conseguia
controlar a ansiedade, a expectativa. Os primeiros casos a serem julgados
eram pedidos de habeas corpus, advogados de dois empresários falidos
acusados de descontar de seus funcionários o INSS e não recolhê-los e de um
falsificador, pediam a diminuição da pena. 
O quarto processo pela ordem era o nosso.

O ministro relator Sebastião Reis Júnior, começou a ler os
principais pontos do recurso do Ministério Público. Logo em seguida passou a
palavra ao assistente da acusação o nosso advogado Elias Mattar Assad, e
estranhamente alertou-o para que fosse breve. Inflamado o Dr. Elias resumiu
em poucas palavras o seu discurso, ressaltando as provas de embriaguez, da
velocidade e da carteira de motorista cassada, lembrando aos ministros a
importancia do caso, um divisor de águas para crimes de trânsito.
Em seguida foi a vez do advogado de defesa contratado pela Família
Carli que atua pelo escritório de Brasília do ex-ministro Nilson Naves, o
Dr. Cesar Bittencourt.

Em seu pronunciamento acusou os novos juízes de incompetentes,
despreparados, de desconhecer o significado de DOLO EVENTUAL,
que o ex-deputado estaria sendo vítima da mídia e do povo do Paraná
simplesmente por ser político e rico, que cometeu um crime comum de
trânsito. Ouvindo atentamente as palavras do advogado, chamou-me a atenção o
presidente da Sexta Turma o ministro Ogg Fernandes, que de forma insistente
balançava o seu rosto em sinal de APROVAÇÃO e ADMIRAÇÃO.
Terminado o seu discurso, Ogg Fernandes ofereceu caso o advogado de
defesa desejasse, todo o tempo necessário. Não aceitando, o relator deu
sequência aos trabalhos dizendo que o processo fôra prejudicado pela questão
técnica do álcool, que deveria retornar para que fosse julgado novamente
pelo TJPR.

Não entendi mais nada, termos jurídicos eram colocados alegando que
o pocesso então chamado de Mona Lisa devido a presença de tão fortes
evidências, apresentava problemas que impediam a confirmação do Júri
Popular.

Como pai de um dos jovens mortos, receber a notícia passados quatro
anos, digerir que o processo terá que voltar ao TJ do Paraná, me fez
refletir sobre o nosso país. Existem os que estão abaixo e os que estão
acima da lei. Voltei ao dia 7 de maio de 2009, segundos antes da tragédia e
entendi porque.
Havia uma sombra que fazia sombra ao passat do ex-deputado. Esta
figura usando de sua influência por interesse pessoal, ajustou o processo
dentro das brechas e entendimentos jurídicos.

O que se esconde atrás destas duas mortes?
Que força é esta capaz de chegar a Brasília e transformar a verdade
em mentira e a metira em verdade?
Para muitos, mais duas vítimas da violência do trânsito, tristezas
que se somam a milhares de outras alimentadas pela impunidade de décadas e
décadas em nosso país.

Ouvi nesta última quarta de um grande amigo a informação que irá
deixar o Brasil com sua família. A razão: a INJUSTIÇA.
Que não suportaria viver com a dor da perda de um filho.

A violência está em toda parte e os responsáveis somos nós que
aceitamos que professores sejam desvalorizados, que a educação seja tratada
com desinteresse. A omissão transformou este rico país, em um país pobre de
esperança.

Gilmar Yared

Comentário: Alguém pode dizer o que este indivíduo (igualmente assassino) chamado de Cesar Bittencourt, quer dizer quando se refere a este crime, como CRIME DE TRANSITO COMUM ?
Dirigir completamente embriagado a 170 Km/h e matar dois jovens, é um CRIME DE TRANSITO COMUM ?

COMUM, é a injustiça, COMUM é a falta de respeito o deboche da nossa atual assim chamada "JUSTIÇA".
(Siegmar)

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